Mentoria
Quer criar um mundo melhor? Então pare de mentir
Tenho um amigo, e colega das terapias naturais, que afirma a pés juntos que dizer mentiras é sintoma de sofrer de uma forma leve de esquizofrenia, pois vive-se numa dupla realidade: a da Verdade e a que ele inventou com as suas mentiras. Será?
Algures descobri uma outra teoria de que as pessoas habituadas a mentir sofrem até uma distorção nas feições da cara, as quais ficariam desviadas para a direita. Ainda não verifiquei esta hipótese, portante se o vier a fazer, por favor, depois conte-me.
Por mim detesto dizer mentiras, além do mais porque tenho uma excelente memória e teria de andar constantemente a ver se conseguia fazer bater certo as aldrabices com a realidade. Nem vale a pena começar.
Recentemente apareceu um vociferado neologismo fake news, cujo significado me parece demasiado complexo e que desconfio ninguém saiba bem o que seja, pois tem-se vivido numa vertigem de anglicismos e de ignorância cultural tal que só criam mais confusão.
Assim, continuemos com as nossas palavras velhas e de confiança: a mentira e a verdade.
Portanto, se quer melhorar o mundo evite dizer tanto mentiras como usar termos equívocos. Obriguemo-nos a usar termos de significado evidente, pois a confusão e as interpretações equívocas são desastrosas. Nada de palavras ou expressões de duplo sentido e quejandos.
Não somos o Quim Barreiros nem o Herman José a fazer piadas em camadas…
E logo, em vez de dizer mentiras, peça desculpa e simplesmente diga que prefere evitar tal questão.
Este assunto é inesgotável e fascina-me todavia temos de nos ficar por aqui.
Conte-me das suas dúvidas e de outros assuntos que aqui gostaria de ver tratados. Sim?
Um beijinho da avó Maria.
Do ser afável
A afabilidade é um dos melhores lubrificantes sociais. As relações tornam-se suaves se acontecerem entre pessoas afáveis. Tem como sinónimos alguns termos que vale a pena lembrar tais como delicadeza de trato, cortesia, lhaneza ou carinhoso.
Uma pessoa afável é como se fosse uma madeira polida onde a nossa mão desliza e é exatamente este termo o mais usado numa boa quantidade de outras línguas. Por outro lado os não polidos são abrasivos e com eles o convívio torna-se abrasivo, magoam todos com quem contactarem.
Digamos que com os abrasivos é doloroso conviver, são como uma lixa que arranca a pele a quem a tocar sem os devidos cuidados. Digamos que os abrasivos são “lixados” e lixam a todos com quem contactarem. Portanto evitemos contactos com pessoas lixadas para não nos lixarmos.
Felizmente o português é uma língua extremamente rica que nos permite exprimir as nossas ideias plenamente.
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Um beijinho da avó Maria.
Old Money ou New Money e como distingui-los
Estas designações ultimamente andam na boca de muitos, só que uma forma demasiado superficial para o meu gosto. Tratam-na como se fosse apenas uma tendência de Moda, mas não é.
Claro, que tudo pode ser tratado com a maior superficialidade ou de forma profunda.
A partir dos estudos que fui fazendo a atitude Old Money tem uma origem muito diferente da do New Money. Esta advém da mentalidade do caçador enquanto a Old Money advém da do agricultor.
Na mentalidade do caçador está presente a agressividade e a ousadia de viver quase sem passado nem futuro, pois por onde for passando vai apanhando as presas que existirem e usando as suas penas, marfins ou peles para se engalanar, mostrando a todos o quão bem sucedido é em tirar partido das oportunidades que lhe apareceram. Nesta atitude tínhamos em séculos passados tanto o caçador como o pescador mas também o pirata ou o ladrão ou a cocote, no Paris da Belle Epoque, exibindo com orgulho todos os troféus tirados à sua última presa.
Na mentalidade do agricultor existe também a coragem e a agressividade mas temperada com muita prudência pois sente uma enorme responsabilidade perante a sua comunidade. A qual era bem grande contendo a sua família de sangue, bem alargada, mais a família adotada dos que eram criados como se fossem da família mais uma legião de servos e trabalhadores temporários. A responsabilidade do líder era enorme por ter (como um pai = patrão e afins) de dar comer e vestir a tanta gente, ajudá-los a organizar as suas vidas, conservar as colheitas e sementes de um ano para o outro e tanto mais. Claro que o agricultor também caça as oportunidades que a vida lhe for oferecendo contudo vive com muita ponderação dos hábitos parcos.
Aqui entra também o dever de conservar o património funcional para a próxima geração que o irá herdar.
Mesmo a roupa Old Money tem aquele estilo tão uniforme porque comprando peças de tanta qualidade elas precisam de ter um estilo intemporal, pois também elas vão ser herdadas.
Durante o século XX uma princesa perdeu o marido num terrível acidente e os belos fatos italianos dele apareceram, anos depois, vestidos pelos filhos quando já tinham idade e tamanho de os usar. Outro caso foi um grande industrial italiano que durante décadas tinha sido considerado o homem mais elegante do mundo e cujo guarda-roupa foi herdado por um dos seus sobrinhos (aquele que tinha as medidas mais parecidas e, obviamente, a quem ficavam melhor) o qual dentro em pouco tornou-se outro dos “homens mais elegantes” com facilidade.
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Um beijinho da avó Maria.
